O município além de grande produtor é bastante representativo das regiões produtoras do estado.
O município além de grande produtor é bastante representativo das regiões produtoras do estado.

Mesmo com déficit hídrico no ano passado, durante o período de maior exigência pela cultura,  a safra de café em Rondônia deverá se manter estável, com produtividades dentro da média, dizem os técnicos da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RO), para confirmar essa expectativa analisamos a realidade vivida pelos produtores de café do município de Alta Floresta do Oeste, com o auxílio do engenheiro agrícola Gildásio  Mendes Lima, do escritório da Emater-RO no município.

Todos os anos a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com a Emater – RO,  faz levantamentos da expectativa de safra das principais lavouras, para esse levantamento toma, como parâmetro dentre outros,  a ocorrência de fenômenos climáticos capazes de provocar estresse nas plantas e alterar o desempenho nas produtividades das lavouras, ou eventos econômicos com potencial de alterar o humor ou ânimo dos produtores, a ponto de diminuírem os cuidados com a cultura, ou até mesmo erradicarem alguns plantios, e também inovações que melhorem a produtividade.

Não há dúvidas de que os elementos tomados como parâmetros nos levantamentos da Conab são determinantes para o resultado da safra, por isto resolvemos tomá-los como base para verificar a situação das lavouras cafeeiras no município de Alta Floresta, na zona da mata rondoniense, e comentar a potencialidade produtiva da cafeicultura rondoniense. O município além de grande produtor é bastante representativo das regiões produtoras do estado.

Gildásio observa que o período seco em 2020 foi severo e com má distribuição das chuvas no período entre julho e novembro, época em que acontecem as floradas do café, sempre depois das primeiras chuvas. No ano passado com as primeiras chuvas no fim de agosto e mês de setembro os cafezais floraram, mas as chuvas não foram regulares, provocando abortamento de flores e frutos, sobretudo de frutos no estágio chumbinho.

Como as chuvas continuaram irregulares até novembro, muitas lavouras também apresentaram má formação de frutos, por causa do estresse hídrico e desnutrição no estágio de enchimento dos grãos. Fazendo com que numa primeira avaliação se achasse que haveria um índice elevado de perdas na produção dessa safra, no entanto, com a intensificação das chuvas a maioria das lavouras se recuperou, e as perdas serão menores do que se havia previsto.
Os índices de produtividade nessa safra deverão variar entre 60 e 140 sacas de café beneficiado por hectare, a depender do nível tecnológico de condução da lavoura, diz o engenheiro agrícola Lima.

O quadro abaixo foi feito com base em dados estatísticos colhidos em 27 questionários aplicados para produtores de café do município, o que é uma amostra significativa, no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), Conab e IBGE.

TABELA-Safra Cafe-Emater-RO_Alta Floresta
Os dados estatísticos espelham a realidade da cultura cafeeira na região, que reduziu 19 por cento da área plantada, em cultivos seminais, e avançou na área em produção de cafezais clonais 4,5%. Os novos cultivos são de clones melhorados e conduzidos com tecnologias mais modernas e poderão produzir até o triplo dos cultivos seminais tradicionais, quando alcançarem a capacidade plena de produção.

Gildásio observa que o período seco em 2020 foi severo.
Gildásio observa que o período seco em 2020 foi severo.

Perguntado aos produtores de café, atendidos pela Emater-RO, quais problemas enfrentados por eles poderiam afetar negativamente a safra 2021?  Obteve-se como resposta em 78% dos casos, as condições climáticas adversas, 52% ataque de pragas, com ênfase na cochonilha das raízes e 41% responderam que foi o abortamento de flores e a queda de chumbinhos.

De fato, não se pode falar em quebra de safra, porque as verificações de produção realizadas durante o mês de abril de 2021 em Alta Floresta, revelam perdas de produção inferiores a 15%. Neste caso é necessário considerar as variações de produtividade esperadas nas lavouras, que oscilam em relação à média, de um ano para outro, um ano para mais outro para menos, é a chamada bi anualidade das lavouras de café.

Mesmo com o evento adverso da estiagem prolongada no ano passado, os cafeicultores terão uma safra satisfatória e compatível com o nível tecnológico aplicado à lavoura, com variações de produtividade entre 60 e  140 sacas por hectare nos cafezais conduzidos segundo princípios agronômicos, indica o último levantamento da produção realizado em abril, em Alta Floresta. A amplitude superior de produtividade foi estimada no cafezal de Benedito Passaglia, cafeicultor assistido pela Emater-RO, e que adota a tecnologia de combinação satisfatória do binômio adubação mais irrigação.

Texto: Enoque Gonçalves de Oliveira
Jornalista – MTE-913/RO
Fotos: Esloc Alta Floresta
EMATER-RO
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