Jovens indígenas baristas apresentam a marca de café própria

A população indígena do estado de Rondônia tem se destacado em diferentes ocasiões pela sua produção agrícola, inclusive arrebatando premiações nos concursos nacionais de qualidade de café, um bom exemplo do nível de excelência da produção destes agricultores indígenas, são os resultados obtidos em concursos nacionais de qualidade de café, em 2024 o agricultor familiar, Tawã Aruá, alcançou a nota máxima na avaliação dos baristas, 100 pontos, numa prova sensorial do café Robusta, levando o primeiro lugar do concurso Tribus realizado por uma das maiores torrefadoras do país.

A família do Tawã é da etnia Aruá, vive na aldeia São Luiz, na terra indígena Rio Branco, município de Alta Floresta do Oeste, a etnia é notável por seus usos e práticas culturais especificas, em destaque a produção de café orgânico, que vem sendo premiada desde o ano de 2020, quando Valdir Aruá, um dos patriarcas da etnia, orientado pelos extensionistas da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia ( Emater-RO) conseguiu se classificar em terceiro lugar em um concurso de qualidade de café.

Agricultor indígena Valdir Aruá em seu secador suspensa

A agricultura praticada pelos indígenas de Rondônia combina práticas tradicionais de subsistência com a produção comercial, e tem grande relevância na segurança alimentar destes povos, que num passado ressente passaram por graves problemas de abastecimento, com impactos na nutrição de crianças e adultos. A partir dos anos noventa, a Emater-RO presta assistência técnica e extensão rural às etnias: Paiter Suruí, Aruá, Arara e Gavião, nas Regiões Central, Zona da Mata, e a outras etnias na região Madeira Mamoré.

Destacam-se as ações da assistência técnica em culturas comerciais como a do café e a coleta da Castanha do Brasil (Bertholletia excelsa), mas, o trabalho dos extensionistas da Emater-RO com os povos indígenas, vai além, para garantir a conservação da cultura originaria, bem como o desenvolvimento produtivo, por isto, orienta-se o manejo agroecológico das plantas, evitando-se o uso de insumos químicos, e enfatizando a produção orgânica e o processamento mínimo dos produtos, para garantir produtos saudáveis, melhor segurança alimentar e maior valor agregado na hora da venda da produção.

O governador Marcos Rocha defende a autonomia produtiva dos povos indígenas e a integração destes à economia de mercado, através da agricultura sustentável, “os povos indígenas não querem apenas auxilio, mas a possibilidade de produzir e gerar renda, inseridos no agronegócio”, afirma o governador.

Texto: Enoque de Oliveira
Fotos: Robson Paiva
Emater-RO

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