{"id":1772,"date":"2016-12-13T08:36:32","date_gmt":"2016-12-13T12:36:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.emater.ro.gov.br\/ematerro\/?p=1772"},"modified":"2016-12-14T08:22:50","modified_gmt":"2016-12-14T12:22:50","slug":"participacao-da-mulher-no-setor-produtivo-rural-em-rondonia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.emater.ro.gov.br\/ematerro\/2016\/12\/13\/participacao-da-mulher-no-setor-produtivo-rural-em-rondonia\/","title":{"rendered":"Participa\u00e7\u00e3o da mulher no setor produtivo rural em Rond\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p>Observando-se os dados da aplica\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito rural orientado pela Emater-RO, percebe-se que a participa\u00e7\u00e3o das mulheres no empreendedorismo rural \u00e9 maior do que aparenta, elas s\u00e3o titulares de quase 20% dos financiamentos agr\u00edcolas, no entanto permanecem invis\u00edveis nesse universo da produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1773\" aria-describedby=\"caption-attachment-1773\" style=\"width: 293px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1773\" src=\"http:\/\/www.emater.ro.gov.br\/ematerro\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/pronaf-001web.jpg\" alt=\"A fam\u00edlia \u00e9 uma das poucas da regi\u00e3o que possui trator.\" width=\"293\" height=\"400\" srcset=\"http:\/\/www.emater.ro.gov.br\/ematerro\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/pronaf-001web.jpg 585w, http:\/\/www.emater.ro.gov.br\/ematerro\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/pronaf-001web-219x300.jpg 219w\" sizes=\"(max-width: 293px) 100vw, 293px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1773\" class=\"wp-caption-text\">A fam\u00edlia \u00e9 uma das poucas da regi\u00e3o que possui trator<\/figcaption><\/figure>\n<p>O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura familiar \u2013 Pronaf criou uma linha de cr\u00e9dito especifica para mulheres, no entanto, elas podem acessar o cr\u00e9dito rural do Pronaf em qualquer uma das linhas destinadas ao desenvolvimento da agricultura familiar, desde o cr\u00e9dito de fomento no valor de 2500 reais at\u00e9 projetos da linha Mais Alimentos, que financia valores at\u00e9 160 mil reais.<\/p>\n<p>Na verdade a modalidade apelidada de Pronaf Mulher \u00e9 um cr\u00e9dito auxiliar, uma forma secund\u00e1ria de financiamento mais utilizada quando a fam\u00edlia j\u00e1 possui um projeto financiado e a mulher deseja desenvolver outra atividade de sua pr\u00f3pria iniciativa. Nestes casos geralmente prop\u00f5e financiar projetos menores para cria\u00e7\u00e3o de pequenos animais, implanta\u00e7\u00e3o de pequenas hortas ou pomares, talvez por isto mesmo n\u00e3o tenha tido grande ades\u00e3o.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o do Pronaf Mulher no contexto geral do Programa Pronaf \u00e9 de apenas um por cento do total dos projetos de cr\u00e9dito elaborados pela Emater-RO; esse n\u00famero destoa da realidade apresentada pelo IBGE, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 participa\u00e7\u00e3o da mulher na economia.<\/p>\n<p>No relat\u00f3rio publicado pelo IBGE no dia 02 de dezembro deste ano, o n\u00famero de mulheres brasileiras que s\u00e3o refer\u00eancia na fam\u00edlia cresceu de 30,6 para 40,5 por cento dos lares brasileiros, somente na \u00faltima d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Olhando-se apenas os n\u00fameros do Pronaf Mulher poder\u00edamos pensar que as iniciativas de mulheres na agricultura seriam irris\u00f3rias, no entanto quando se verifica o percentual de propostas encaminhadas por mulheres, no c\u00f4mputo geral dos planos de cr\u00e9dito feitos pela Emater-RO, observa-se que de fato elas s\u00e3o muito representativas no processo produtivo. A participa\u00e7\u00e3o delas corresponde a quase 20% dos projetos agropecu\u00e1rios enviados pela Emater-Ro aos bancos, diz o engenheiro agr\u00f4nomo Edson Issao responsavel pelo cr\u00e9dito na Emater-RO.<\/p>\n<p>Existem muitas iniciativas bem sucedidas sob o comando de mulheres em todas as atividades rurais: em Porto Velho, por exemplo, \u00a0uma das melhores farinheiras, ou melhor, ind\u00fastria familiar de fabrica\u00e7\u00e3o de farinha de mandioca, \u00e9 dirigida por uma mulher, dona Neuracy Monteiro de Oliveira, do reassentamento Riacho Azul, na margem esquerda do Rio Madeira, \u00e0 17km de Porto Velho.<\/p>\n<p>Outras mulheres empreendedoras tamb\u00e9m t\u00eam seus casos de iniciativas bem sucedidas em Rond\u00f4nia, como a dona Ana Maria de Lima, do distrito de extrema que instalou um avi\u00e1rio financiado com recursos do Pronaf Mulher. O projeto foi t\u00e3o bem sucedido que o marido, seu Alcino Richi, Vendo o sucesso do empreendimento executado pela esposa, resolveu tamb\u00e9m fazer um financiamento para ampliar o neg\u00f3cio, e solicitou \u00e1 Emater-RO um projeto de cr\u00e9dito do Pronaf Mais Alimentos. O projeto foi elaborado e aprovado na ag\u00eancia local do Banco da Amaz\u00f4nia no pr\u00f3prio distrito de Extrema e agora o produtor j\u00e1 est\u00e1 fazendo as entregas dos frangos produzidos no avi\u00e1rio da esposa em um ve\u00edculo novo e adaptado para o transporte de alimentos. Casos semelhantes s\u00e3o vistos em todas as regi\u00f5es do Estado.<\/p>\n<p><strong>EMPREENDEDORISMO<\/strong><br \/>\nA propriedade de dona Neuracy \u00e9 uma das principais fornecedoras de farinha de mandioca no mercado da capital rondoniense, quando ela chega com seu produto no mercado municipal, no Km1 ou no centro da cidade, os comerciantes correm para garantir sua cota, porque muitas vezes a farinha que ela traz n\u00e3o \u00e9 suficiente para atender a todos, e ningu\u00e9m quer ficar sem a farinha fresquinha, bem torrada e crocante, do jeito que a popula\u00e7\u00e3o tradicional de Porto Velho prefere.<\/p>\n<p>A produtora de 58 anos cresceu \u00e0s margens do Rio Madeira, onde permaneceu depois de casada e criou seu seis filhos. S\u00f3 saiu da beira do rio por causa da alaga\u00e7\u00e3o da \u00e1rea onde morava, atingida pelo lago da usina hidroel\u00e9trica de Santo Antonio.<\/p>\n<p>Obrigada a mudar-se, dona Neura, como \u00e9 conhecida, foi para o reassentamento mas manteve em torno de si o mesmo n\u00facleo familiar, embora \u00a0tr\u00eas filhos j\u00e1 casadas morem cada uma em seu pr\u00f3prio lote rural, mas todos produzem farinha na agroind\u00fastria da m\u00e3e e compartilham as m\u00e1quinas e implementos agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia \u00e9 uma das poucas da regi\u00e3o que possui trator, plantadeira mec\u00e2nica e forno automatizado para torrar a farinha, a m\u00e3o de obra \u00e9 familiar. Quando chega o pico da safra, no entanto, precisam pagar servi\u00e7os de terceiros, para ajudar a transformar a raiz de mandioca em farinha, e geralmente pagam os auxiliares, na forma de di\u00e1rias, diz a agricultora, que produz em m\u00e9dia 30 sacos de farinha por semana e 120 sacos por hectare de cultivo.<\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><em>Texto: Enoque G de Oliveira <\/em><br \/>\n<em>Jornalista DRT\/913\/RO<\/em><br \/>\n<em>Fotos Irene Mendes<\/em><br \/>\n<em>Rep\u00f3rter fotogr\u00e1fico DRT\/368 RO<\/em><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Observando-se os dados da aplica\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito rural orientado pela Emater-RO, percebe-se que a participa\u00e7\u00e3o das mulheres no empreendedorismo rural \u00e9 maior do que aparenta, elas s\u00e3o titulares de quase [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9,12],"tags":[29,38,32],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.emater.ro.gov.br\/ematerro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1772"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.emater.ro.gov.br\/ematerro\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.emater.ro.gov.br\/ematerro\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.emater.ro.gov.br\/ematerro\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.emater.ro.gov.br\/ematerro\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1772"}],"version-history":[{"count":8,"href":"http:\/\/www.emater.ro.gov.br\/ematerro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1772\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1784,"href":"http:\/\/www.emater.ro.gov.br\/ematerro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1772\/revisions\/1784"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.emater.ro.gov.br\/ematerro\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1772"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.emater.ro.gov.br\/ematerro\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1772"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.emater.ro.gov.br\/ematerro\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1772"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}